Mais de 350 alunos estão classificados para a final da Obmep

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356 é o número de alunos do Instituto Federal de santa Catarina (IFSC) num universo de mais de 18 milhões de inscritos que estão classificados para a segunda e última fase da 15ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2019). Essa edição registra um novo recorde de escolas participantes, 54.831, entre instituições públicas e privadas. Desde 2017 a prova foi aberta para escolas particulares também. A divulgação dos classificados aconteceu sexta-feira (5).

A prova da 2ª fase se caracteriza pela aplicação de prova discursiva, de caráter classificatório, composta de seis questões valendo até 20 pontos cada. Agendada para 28 de setembro (sábado), às 14h30 (horário de Brasília), ela terá duração de 3h, exceto para os alunos com necessidades especiais que precisarem de auxílio para a realização da mesma. Nesses casos, a duração será de 4h.

9 de agosto é o prazo para as escolas solicitarem, via portal da Obmep, tratamento especial para alunos sabatistas, portadores de necessidades especiais, transferências e acerto de nomes incorretos. Já os locais de provas serão divulgados em 27 de agosto. Os premiados serão conhecidos em 3 de dezembro.

Os 17 câmpus e o respectivo número de alunos classificados para a última etapa da Olimpíada são:


Câmpus Araranguá - 31 alunos
Câmpus Canoinhas – 12 alunos
Câmpus Caçador - 19 alunos
Câmpus Chapecó – 19 alunos
Câmpus Criciúma – 19 alunos
Câmpus Florianópolis – 62 alunos
Câmpus Garopaba – 12 alunos
Câmpus Itajaí – 19 alunos
Câmpus Jaraguá do Sul-Centro – 19 alunos
Câmpus Joinville – 31 alunos
Câmpus Palhoça – 19 alunos
Câmpus São Carlos – 12 alunos
Câmpus São José – 19 alunos
Câmpus São Miguel – 19 alunos
Câmpus Urupema – 6 alunos, e
Câmpus Xanxerê – 19 alunos

Preparação

O Câmpus São Carlos, que conta com 12 alunos classificados, está com as inscrições abertas, até 2 de agosto, para um projeto de preparação para a prova da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

O projeto de extensão foi intitulado “Preparação para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) como meio de transformação social”. O professor explica que o objetivo das aulas é abordar os conteúdos que não são abordados em sala de aula e resolver os exercícios e simulados de edições passadas da competição.

Serão ofertadas 28 vagas gratuitas e qualquer aluno de escola pública ou particular que tenha sido aprovado para a segunda fase (nível 3) da Obmep pode se inscrever. Para isso, é necessário enviar um e-mail para o coordenador do projeto, professor Elton Félix: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . No e-mail é preciso escrever: nome completo; escola em que está regularmente matriculado; e número de acertos da primeira fase.

As aulas serão realizadas com materiais específicos do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), especificamente para a Olimpíada. O projeto será sempre nas segundas-feiras, das 18h40 às 20h40, iniciando em 5 de agosto e finalizando em 23 de setembro de 2019, no Câmpus São Carlos.

Em Joinville, os estudantes do IFSC além de participarem de um grupo de estudo para a Obmep também puderam compartilhar seus conhecimentos e o amor pela matemática com estudantes da rede municipal. Por meio do projeto de extensão Divulgação e preparação para olimpíadas de matemática em escolas da rede municipal de Joinville, João Marcos de Oliveira, Natália Gandra dos Santos Trigoli, Raíssa Barbi Ciscon e Sarah Isabella da Costa atenderam 85 alunos em quatro turmas, duas de nível I (6º e 7º anos) e duas de nível II (8º e 9º anos), da Escola Municipal Professora Zulma do Rosário Miranda, localizada próxima ao IFSC.

Durante as aulas preparatórias para a primeira fase da Obmep, os estudantes do IFSC acabaram descobrindo outra paixão: ensinar. Este é o caso de Natália Trigoli, do 5º módulo do técnico em Eletroeletrônica, que está toda orgulhosa com os resultados obtidos pela sua turma. “Eu nunca tinha sentido esse sentimento de orgulho de algo que eu pude ajudar. Mas só ajudar mesmo, porque o esforço foi todo deles. Os alunos que frequentaram todas as aulas, participavam das atividades e faziam os exercícios conseguiram um ótimo resultado”, comenta.

Para a segunda fase da Obmep, o projeto continua e está aberto para todos que quiserem participar. “Aproveitamos que a procura diminuiu por conta dos alunos que não passaram pra segunda fase e convidamos os alunos de outras duas escolas municipais do bairro, Governador Pedro Ivo Campos e Pastor Hans Müller, para participarem junto com os da Zulma”, explica o coordenador do projeto, coordenador local da Obmep e professor de matemática do Câmpus Joinville, Paulo Amaro dos Santos.

Segundo Paulo Amaro, a Obmep não é uma simples competição. “Nossos objetivos são fomentar o estudo da matemática, despertar talentos, incentivar a participação nas olimpíadas e mostrar que a matemática pode ser trabalhada de forma concreta e lúdica”, explica.

Mais

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) é uma competição organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A Obmep é realizada desde 2005 com o objetivo de incentivar o estudo da Matemática, contribuir com a melhoria da educação básica, identificar talentos e estimular os jovens a ingressar nas carreiras científicas e tecnológicas. Na 14ª edição (2018), 122 alunos de 15 câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) foram premiados.

Coordenadoria de Jornalismo do IFSC

Inscrições abertas para 5.189 vagas em cursos de qualificação profissional

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O IFSC está com inscrições abertas para 5.189 vagas em mais de 140 cursos de qualificação profissional e idiomas, gratuitos, em 24 cidades: Araranguá, Balneário Rincão, Blumenau, Caçador, Canoinhas, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Lages, Nova Veneza, Painel, Palhoça, São Carlos, São Joaquim, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema, Urussanga, Xanxerê. Há também cursos oferecidos a distância (oferta pelo Cerfead).


As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no Sistema de Ingresso do IFSC, de 17 de junho a 14 de julho. A seleção será por sorteio público.


Para os cursos de idiomas a partir do segundo nível, o candidato deve apresentar, no ato da matrícula, certificado de conclusão do módulo anterior ou realizar o teste de nivelamento. Caso não cumpra os pré-requisitos, poderá ser remanejado para outra turma, se houver vagas, ou ter a matrícula cancelada.


A lista dos candidatos sorteados, para a matrícula em primeira chamada, será divulgada em 17 de julho, a partir das 18h. Essa relação dos aprovados também estará nos murais dos Câmpus que oferecem os cursos.


A matrícula dos candidatos será realizada no câmpus onde o curso é ofertado, conforme horário de atendimento externo do Registro Acadêmico de cada unidade. Cabe ao candidato observar o horário de atendimento externo de cada câmpus.


Para os cursos ofertados pelo Cerfead, a matrícula será exclusivamente online. Para a realização da matrícula nos cursos, o candidato deverá observar todas as orientações descritas no quadro de vagas do Cerfead.


Para os cursos a distância ofertados pelo Campus Tubarão, o candidato poderá efetivar sua matrícula entregando os documentos pessoalmente, representado por outra pessoa ou pelos Correios.


Para saber quais os pré-requisitos e documentos necessários para matrícula, acesse o edital 12, disponível na página dos editais.


Informações adicionais sobre os cursos estão no Guia de Cursos do IFSC.


Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .


Cronograma


Período de Inscrições: de 17 de junho a 14 de julho
Sorteio público: 16 de julho, às 9h
Divulgação dos candidatos selecionados em primeira chamada: 17 de julho, a partir das 18h
Matrícula dos candidatos selecionados em primeira chamada: 18, 19 e 22 de julho
Divulgação dos candidatos selecionados em segunda chamada: 24 de julho, a partir das 18h
Matrícula dos candidatos selecionados em segunda chamada, se houver: 25, 26 e 29 de julho.


Para conferir cursos, câmpus e locais onde serão ofertados, acesse http://bit.ly/qualprof.

Abertas inscrições para 2.128 vagas em cursos técnicos

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Estão abertas as inscrições para os processos seletivos de cursos técnicos gratuitos em 17 câmpus do IFSC. São 2.128 vagas em 52 cursos técnicos concomitantes, subsequentes, integrados e na modalidade Proeja (que integra ensino técnico com educação de jovens e adultos). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo Portal de Inscrições do IFSC até 17 de junho. A seleção é por meio de sorteio público.

Quem pode se inscrever


Os cursos técnicos concomitantes possibilitam ao aluno cursar paralelamente o ensino profissionalizante no IFSC e o ensino médio em outra instituição. O pré-requisito é ter a primeira série do ensino médio completa.

Os cursos técnicos subsequentes são destinados a pessoas que já concluíram o ensino médio. Por fim, os cursos Proeja unem o ensino fundamental ou médio com o profissionalizante dentro do IFSC, mas para pessoas com pelo menos 15 anos (ensino fundamental) ou 18 anos (ensino médio).

Faça a sua inscrição


Quem não tiver acesso a um computador com internet pode ir a um dos câmpus do IFSC, onde há telecentros disponíveis para a realização das inscrições (veja horários e endereços nos editais 10 e 11).

Como funciona o processo seletivo


O processo seletivo para todos os cursos será feito por meio de sorteio público em 19 de junho. O sorteio vai considerar a reserva de 50% das vagas para candidatos oriundos de escola pública e as subdivisões dentro dessa reserva de vagas, que usam critérios socioeconômicos e raciais e, ainda, as cotas para pessoas com deficiência (PCD).

A lista dos candidatos selecionados, para matrícula em primeira chamada, será divulgada em 25 de junho de 2019, a partir das 18h, no link.

Cursos disponíveis


Câmpus Araranguá
Técnico Concomitante em Eletromecânica – 36 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Têxtil – 40 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Produção de Moda – 40 vagas – vespertino

Câmpus Caçador
Técnico Subsequente em Logística – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletromecânica – 40 vagas – noturno

Câmpus Canoinhas
Técnico Concomitante em Agroecologia – 40 vagas – matutino
Técnico Concomitante em Edificações – 40 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Manutenção e Suporte em Informática – 40 vagas – vespertino

Câmpus Chapecó
Técnico Subsequente em Mecânica – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletroeletrônica – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Segurança do Trabalho – 40 vagas – noturno (O curso é a distância com 54% de carga horária presencial, o que corresponde a 3 noites por semana das 19h às 22h)
Proeja Ensino Médio e Técnico em Eletromecânica – 40 vagas – noturno

Câmpus Criciúma
Técnico Subsequente em Edificações - 45 vagas - noturno
Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 45 vagas – noturno

Câmpus Florianópolis – Centro

Técnico Subsequente em Edificações – 30 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Edificações – 30 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Agrimensura – 27 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Agrimensura – 27 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Mecânica – 28 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Mecânica – 28 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletrônica – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 36 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Desenvolvimento de Sistemas - 30 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Manutenção Automotiva – 36 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Meio Ambiente – 25 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Meteorologia – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Saneamento – 24 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Segurança do Trabalho – 32 vagas – noturno

Câmpus Florianópolis – Continente
Técnico Subsequente em Confeitaria – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Restaurante e Bar – 40 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Cozinha – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Guia de Turismo Regional Santa Catarina – 40 vagas – noturno
Proeja Técnico em Panificação (Ensino Médio) – 40 vagas - noturno

Câmpus Gaspar
Técnico Concomitante em Modelagem do Vestuário – 30 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Administração – 40 vagas – noturno

Câmpus Jaraguá do Sul – Centro
Técnico Subsequente em Têxtil – 35 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Têxtil – 35 vagas – noturno

Câmpus Jaraguá do Sul – Rau
Técnico Subsequente em Mecânica – 32 vagas – matutino
Técnico Subsequente em Mecânica – 32 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 40 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Desenvolvimento de Sistemas – 40 vagas – vespertino

Câmpus Joinville
Técnico Concomitante em Eletroeletrônica – 35 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Mecânica – 32 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Enfermagem – 24 vagas – vespertino

Câmpus Lages
Técnico Concomitante em Informática para Internet – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Eletromecânica – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Biotecnologia – 40 vagas – noturno

Câmpsus Palhoça Bilíngue
Técnico Integrado em Comunicação Visual - 40 vagas – vespertino

Câmpus São Carlos
Técnico Subsequente em Agropecuária – 40 vagas – noturno
Técnico Concomitante em Edificações – 40 vagas – noturno (curso ofertado pelo Câmpus São Carlos, no município de Palmitos - SC)

Câmpus São José
Técnico Subsequente em Refrigeração e Climatização – 54 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Telecomunicações – 25 vagas – noturno

Câmpus Tubarão
Técnico Concomitante em Administração – 40 vagas – vespertino
Técnico Subsequente em Administração – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 40 vagas – noturno
Técnico Subsequente em Logística – 40 vagas - noturno

Câmpus Xanxerê
Proeja Ensino Fundamental em Informática para o ensino fundamental – 35 vagas - noturno

Inscrições abertas para o 6º Ciclo de Seminários em Química

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Estão abertas até 31 de maio as inscrições no 6º Ciclo de Seminários em Química do Câmpus São José, evento que vai de 10 a 14 de junho. O evento terá palestras, seminário, oficinas, sessões orais e outras atividades gratuitas e abertas ao público. As inscrições para oficinas e sessões orais também estão abertas e devem ser feitas após a inscrição no evento.

Para se inscrever no Ciclo de Seminários em Química, acesse o link do formulário. A inscrição não é obrigatória para participar de todas as atividades, mas é necessária para aqueles que desejam certificação ou querem participar de oficinas e sessões orais. A programação do evento ocorre sempre à noite.

Os temas tratados no Ciclo relacionam-se à pesquisa nas áreas de Química e ensino de Química, além do compartilhamento de experiências de ensino vividas pelos estudantes do curso de licenciatura em Química por meio de iniciação à docência (programa Pibid) e estágios de docência realizados ao longo da graduação. A sexta edição do Ciclo comemora os 10 anos de criação do curso.

O público-alvo do Ciclo é formado pelos estudantes de cursos de licenciatura do iFSC, mas, por contar com palestras, oficinas e minicursos oferecidos com assuntos de interesse geral - como temas ambientais, tecnológicos e de divulgação científica - também é aberto ao público externo, de qualquer nível de escolaridade.

Oficinas e sessões orais

As inscrições para oficinas também devem ser feitas pela internet. Para participar das oficinas, os candidatos podem escolher várias opções de oficinas em ordem de prioridade desejada e as inscrições serão aceitas por ordem de escolha. Já para as sessões orais, o participante deve informar suas três opções de salas onde elas vão ocorrer, em ordem de prioridade (os temas que serão tratados em cada sala estão no site do evento). Na confirmação da inscrição, o participante vai receber por e-mail a informação sobre em qual sala você foi alocado, de acordo com a ordem de preenchimento das inscrições.

Seminário de Estágio

Na noite de terça-feira, 11 de junho, dentro da programação do 6º CIclo, ocorre o 10º Seminário de Estágio da Licenciatura, que reunirá apresentações dos estudantes do curso que realizam seus estágios supervisionados. As apresentações serão em estandes instalados no hall do câmpus.

Para saber mais, visite o site do 6º Ciclo de Seminários em Química.

Lei de Libras completa 17 anos ainda com desafios para seu pleno funcionamento

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Criada em 24 de abril de 2002, a lei 10.436 foi um marco importante para a comunidade surda brasileira, ao reconhecer a língua brasileira de sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão e determinar que o poder público deve apoiar seu uso e difundi-la, e, passados 17 anos de sua publicação, ainda enfrenta desafios para ser plenamente cumprida.

A lei estabelece que instituições públicas e concessionárias de serviços públicos devem garantir atendimento e tratamento adequados aos surdos. Também determina que as redes públicas de ensino devem incluir a Libras nos cursos de formação de educação especial, fonoaudiologia e magistério em níveis médio e superior.

A chefe do Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão do Câmpus Palhoça Bilíngue, Simone Gonçalves de Lima da Silva, que é surda, destaca que um dos pontos positivos da lei foi reconhecer a pessoa surda como participante de uma minoria linguística. Depois da lei, diz Simone, os surdos passaram a ter mais acesso à escola, trabalho e informação.

“Antes da lei, o surdo ficava em casa com a família, que também não sabia Libras. Era difícil. A lei aumentou o conhecimento das famílias sobre a língua de sinais”, lembra. Simone é um exemplo disso. Ela tinha 22 anos quando a lei foi publicada e já estava na universidade, mas o caminho até ali não foi fácil. Na escola, tinha que copiar conteúdos dos colegas ouvintes e tentar fazer leitura labial para conseguir entender o que o professor estava dizendo. Da graduação em diante - hoje é doutora em Linguística - sempre teve acesso à língua de sinais nas aulas.

Por causa da lei e do Decreto 5.626, de 2005, que a regulamentou, melhorou também a qualidade do ensino da língua de sinais, e a Libras entrou na universidade e na formação de professores, afirma Simone.

Para Elisabeth Lima, que é mãe de Felipe, estudante surdo do Câmpus Palhoça Bilíngue, a lei foi muito importante e ajudou no desenvolvimento dos surdos no Brasil. Depois que seu filho foi diagnosticado com surdez, com cerca de um ano de idade, Elisabeth passou a estudar e conhecer mais sobre a língua de sinais e a legislação aplicada a ela. Felipe estudou dos três aos 15 anos em uma escola para surdos no Rio Grande do Sul.

“Escolhi essa trajetória para o meu filho, porque na época entendi, como entendo até agora, que uma pessoa surda só consegue se desenvolver intelectualmente através de sua língua própria, que é a língua de sinais”, lembra. Na escola, Felipe teve acesso à Libras, que foi sua língua materna, aprendeu a língua portuguesa e hoje, no IFSC, convive e interage com colegas e servidores surdos e ouvintes.

Desafios

Ainda que tenha trazido avanços para a inclusão dos surdos, o pleno funcionamento da Lei 10.436 caminha a passos lentos, na visão de Elisabeth. “Ela ainda está engatinhando”, comenta. Um dos pontos a melhorar, ela aponta, é a inclusão da Libras nos currículos desde o ensino fundamental. “Não é o que a gente vê acontecendo. O que a gente vê acontecendo é a Libras como parte integrante do parâmetro curricular nacional somente no âmbito da educação superior”, afirma.

Segundo a chefe de departamento Simone da Silva, os principais pontos que precisam ser aprimorados para que a lei cumpra sua função são: melhorar a formação para o ensino de Libras, formar mais intérpretes e aumentar o número de pessoas que são usuárias da língua de sinais. “Não só o surdo pode se comunicar em Libras. Todos podem aprender a língua para usá-la nas lojas, nos hospitais, nas escolas…”, ressalta.

O professor Fabrício Ramos acha que ainda falta mais divulgação sobre a língua de sinais e a cultura surda, para que os ouvintes deixem de ver os surdos com “pena” e sim como alguém que se comunica de maneira diferente. Também avalia que falta criar de mais escolas para surdos e incluir Libras nos currículos escolares.

O professor, de 39 anos, teve acesso à língua de sinais em toda sua trajetória escolar. Estudou numa escola para surdos de Porto Alegre desde um ano e meio de idade. Lá, chegou a fazer terapia com objetivo de oralizar, ou seja, pronunciar palavras, mas também aprendeu a Libras e acredita que os ouvintes também devem aprendê-la desde cedo. “Se a criança não sabe Libras, como vai se comunicar com um colega surdo?”, pergunta.

Ao encerrar a entrevista, mediada por uma intérprete do Câmpus Palhoça Bilíngue, Fabrício questiona ao jornalista, colega servidor do IFSC, por que ele não fala Libras. Depois de ouvir a resposta de que o colega já identificou que precisa aprender a língua para se comunicar com os servidores e estudantes surdos, ele é enfático: “precisa ou deve aprender?”. Uma reflexão que, 17 anos depois da lei de Libras, os ouvintes precisam mesmo fazer.